Estás a sentir?
quando o espaço do meio é uma escolha
Deixo uma pergunta no ar: como está a ser o teu mês de janeiro?
Na linguagem da numerologia, janeiro abre o ano com um diálogo entre opostos.
O ano universal 1 fala de início, liderança, afirmação e direção.
O mês universal 2 pede escuta, cooperação e ajuste.
Na prática, estas duas energias têm dificuldade em caminhar lado a lado e acabam por se posicionar em direções opostas. O que leva a considerar:
Aproveito o impulso para avançar
ou aguardo para considerar o outro na equação?Tomo decisões a partir da minha vontade
ou abro espaço para ouvir e cooperar com o outro?Avanço só
ou avançamos juntos?Onde termina a minha vontade
sem invadir a do outro?Onde começa a flexibilidade
sem perder o rumo?
Tensão. Impulsividade. Indecisão.
Janeiro talvez não seja um mês para avançar com tudo, só porque estamos num ano de inícios. As decisões a tomar vão ecoar ao longo deste ciclo de nove anos.
Para te questionares:
Onde estou a insistir?
Onde estou a passar por cima do outro?
Onde posso ceder?
E onde estou a ceder mais do que seria justo?
Entre impor e recuar, entre avançar à força e esperar demais, existe um lugar a meio que pede escolha e ação mas que é profundamente pessoal.
Por isso regresso à pergunta inicial, agora com mais contexto:
Sentiste este binómio em janeiro?
Que posição estás a ocupar: a do 1 ou a do 2? Ou a do meio?
No dia em que pensei escrever sobre este tema, ainda que já perto do final do mês, jamais imaginava o quanto ele viria a ganhar forma fora deste texto…
Mesmo que não reconheças esta tensão em acontecimentos marcantes, como eu, ela pode estar presente nos detalhes do quotidiano, tão habituais que, muitas vezes, passam despercebidos.
E, às vezes é tão simples — e tão difícil —
como não dizer sempre sim nem sempre não… e aprender a sustentar este espaço do meio.



A vida faz-nos refletir, não é?
De facto, este ano já compreendi e vivenciei situações idênticas.
Sem primeiro haver o equilíbrio interior nunca pode haver uma manifestação exterior idêntica e compensada que releve o respeito pelas nossas convicções e pelas convicções dos outros. Se depois da clivagem se manifestar não houver a possibilidade de diálogo é melhor o afastamento.
E penso que é isso que Janeiro nos está a trazer. Mas, o ano do Cavalo de Fogo ainda vem lá. E será intenso para quem não fez o trabalho interior ainda.